no more …

Vácuo é um negócio que só serve pra seus Amanditas não ficarem moles. De resto, todos nós deveríamos fazer um esforço contra ele.

Tudo que começa provavelmente termina.

Existem diversas formas de terminar uma coisa começada.

Uma delas é se utilizar do vácuo.

Nunca fiz uso desse artifício. (Minto, fiz sim, saí de um curso de teatro do SESC cujo primeiro exercício era dublar o Fantasma da Ópera). E não o fiz por respeito a qualquer que seja a coisa, pessoa ou situação na qual eu estava inserido. Se você se compromete com algo, é justo que, ao querer terminar, isso seja feito de forma explícita, com ponto final, e não reticências. Se você vai embora, você avisa que vai embora. Se você vai embora e não pretende voltar, você deixa isso claro também.

Me deixaram no vácuo uma vez, há muito tempo atrás. E impediram que minhas Amanditas cumprissem seu papel evolutivo natural e amolecessem. Óbvio que, como não são amanditas transgênicas, elas não prestam mais pra comer. Mas precisam ainda daquela esmagadinha final que, se vai acontecer ou não, só Jesus salva.

Aí, anos e anos depois, num outro contexto, numa outra situação, mas na mesma cidade, fizeram isso de novo. No começo, eu nem sequer pensei na possibilidade do repeto, só pensava “que nada, vai rolar um fechamento disso, ou uma transformação, ou qualquer outra coisa, menos um escafedimento”. E rolou. Sumiço total, sem notícias, sem nada.

Tem um amigo meu que diz que coerência é burrice, você não pode ser o mesmo o tempo todo, tem que estar aberto a ouvir e aceitar opiniões divergentes. Eu estou aberto a ouvir e aceitar opiniões divergentes, mas acontece que eu tô sempre certo o tempo todo, então burrice seria não ser coerente com as minhas ações. Então, como bom coerente, fui lá atrás e mandei o famigerado e-mail. Sem resposta.

Sem resposta um dia.

Dois.

Cinco.

Uma semana.

Aí, de repente, a resposta chega. Esclarece. E mesmo que as promessas mútuas nunca se concretizem, somos duas pessoas bem-educadas. Eu acho que tudo é uma questão de educação.

Cristovam Buarque, te amo.

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